Olhos fundos me fazem chorar,
Gritos altos me fazem vibrar,
A dor me faz delirar e a força faz alcançar,
A camaradagem de um abraço de reboque,
um braço amigo que na guerra o carrega.
A poeira levanta, o mato se amassa, o corpo rasteja,
Cortes e ralos o sol tempera, exaustão, suor e solidão,
Barulhos ensurdecedores berros de pressão o sangue coagula,
Ao final do dia o que me resta é esperar sem descansar,
O medo daquele dragão faz a raiva brotar, o que me resta é esperar,
O que se diz quanto um irmão vê, palavras se calam e o coração suspira,
A saudade toma conta e a alma sai de passagem a carcaça sozinha segue viagem,
A corda machuca a água judia o frio maldito e o verde te cria.
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