terça-feira, 31 de julho de 2012

Para sempre o amor, Perdoe-me.

Eu escuto um barulho alto, parece ser borracha e asfalto;
Escuto grito de um erro, escuto sirene e vejo luzes vermelhas;
Vejo pessoas correndo em torno de mim, observo tudo por baixo;
Sinto um gosto estranho, gosto de sangue que não me deixa respirar...

Vejo uma sala iluminada, e com cama gelada, sinto cheiro de frio;
Escuto vozes é estranho, quero sair daqui mas está confortável;

Sinto perfume de madeira e flores, escuto lamentos e choros;
Vejo luzes amarelas de fogo, eu estou cercado de tristeza;
Observo bem perto uma mecha avermelhada, sim da minha doce amada...
Quero pedir perdão, não por ter descoberto um monstro, mas por não aguentar conviver com isso.

Onde estiver vou lembrar dos fins de tarde juntos, trocas de carinhos e palavras sinceras, onde estiver vou continuar com o mesmo sentimento, desculpe-me por te fazer sofrer, não suportei. 

Não foi acidente, foi um ato descrente.

Em memórias de um medo, para sempre vou te amar.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Uma noite de domingo.


Se fosse uma criança um ano já teria, um pouco mais se contar a gestação;
Se fosse uma criança orgulho eu senti e digo que, por dias eu sorri;
Se fosse uma criança um fim triste ela teria...
Nem começou a falar e sob madeira já pensa em se deitar;
Se fosse uma criança... Se fosse!

A forma figurada é um refúgio de quem não tem muita escolha no que dizer,
sabe-se que palavras tem um grande poder, não ouvir é uma forma de se defender, porém não quer dizer que o pior esta por cá.

E mais uma vez, se fosse uma criança eu diria, descanse, você já correu muito e se feriu também, nesses braços você não é tão bem vinda, não mais, não fique triste apenas se deite, você teve importância para quem um dia te abraçou, eu sei que é triste mas esse abraço não tem mais tanta força assim, se fosse uma criança eu teria mais esperança. 

Em memórias de uma gestação e um aniversário. 
  





sábado, 7 de julho de 2012

Colecionador

Tudo está na estante agora, sou um bom colecionador, me lembro desse ultimo objeto que guardei, lembranças ele possui.
Foi uma viagem que não levei bagagem mas deixei o coração, não sabia eu que ia fazer tanta falta assim;
Tudo isso é necessário? é esse acumulo de experiencia que define as pessoas? se for não me julgue de frio,
não foi opção apenas aconteceu, o destino sorri quando te coloca um nariz vermelho ele gosta;
Nessas férias não vou mais viajar, não quero sentir saudades de mais nem um lugar e também não quero lembranças para minha estante, ela já esta cinza de mais.

Em memórias daquele que já viveu por ti.
Sábado 07/07/2012 09:31 horas da manhã.
"meu coração..."

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Solido

   Como falar que não me importo se fico agoniado esperando você?
não sei fingir que esta tudo bem, falta uma hora para o outro dia e você não vem.
Estou cansado de hábitos e vícios que tenho, cansado e isolado de tudo, sinto falta do que você esta recuperando. A rotina é um veneno que não te mata, só te deixa com tal desejo.
   Jogue tudo, vá em frente como antigamente, rangue o vento com sua cara mas não de ela a tapa, porque a vida é ingrata, não sei até quando vou deixar as malas vazias, mas não tenho muito a carregar também, Bom dia até o carteiro nos dá. Boas festas. não com muita sinceridade. 


Cordeiro de luz.

Ficar parado vendo tudo passar não vai resolver nada, mas o que posso fazer.
O que me agrada é imaginar a chuva na noite que cai na janela, e te abraçar.
Noite linda eu vejo, tão calma e tão romântica, você está parada e sorrindo por dentro.
O tempo cinza me faz suspirar, imaginação que de joelhos imploro que se torne realidade. 

Em memórias de quase duas primaveras.