Eu escuto um barulho alto, parece ser borracha e asfalto;
Escuto grito de um erro, escuto sirene e vejo luzes vermelhas;
Vejo pessoas correndo em torno de mim, observo tudo por baixo;
Sinto um gosto estranho, gosto de sangue que não me deixa respirar...
Vejo uma sala iluminada, e com cama gelada, sinto cheiro de frio;
Escuto vozes é estranho, quero sair daqui mas está confortável;
Sinto perfume de madeira e flores, escuto lamentos e choros;
Vejo luzes amarelas de fogo, eu estou cercado de tristeza;
Observo bem perto uma mecha avermelhada, sim da minha doce amada...
Quero pedir perdão, não por ter descoberto um monstro, mas por não aguentar conviver com isso.
Onde estiver vou lembrar dos fins de tarde juntos, trocas de carinhos e palavras sinceras, onde estiver vou continuar com o mesmo sentimento, desculpe-me por te fazer sofrer, não suportei.
Não foi acidente, foi um ato descrente.
Em memórias de um medo, para sempre vou te amar.
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